terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Surfistas terão que se submeter a exame antidoping em 2012

Um dos poucos esportes profissionalizados onde os atletas de elite ainda não são submetidos a testes para detectar substâncias que, de uma forma ou de outra, podem aumentar o rendimento do atleta, o surfe mudará tendência histórica e a Associação de Surfistas Profissional (ASP) passará a adotar a prática de exames antidoping a partir desta temporada. 

A decisão é motivada pela morte do surfista americano Andy Irons, em novembro de 2010. Os legistas determinaram como causa de morte do tricampeão mundial do WCT a ingestão de várias drogas mistas, já que foram encontrados traços de substâncias como metadona, metanfetamina e cocaína em sua corrente sanguínea.

Segundo o porta-voz da ASP - responsável por organizar os principais torneios internacionais da modalidade - Dave Prodan, a medida mostra a evolução do surfe e conta com total apoio dos atletas, que desejam ser vistos de forma "mais profissional". Prodan afirmou que a entidade já discute política de orientação para a realização dos testes com a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e que a nova implementação já havia sido aprovada em conselho desde o último mês de novembro.

A Wada tem regras severas em relação ao uso de drogas licitas e ilícitas. Ao ter o controle de fiscalizar sobre o uso de substâncias dopantes em um esporte, a agência tem liberdade para realizar testes com atletas a qualquer momento.

Na história da modalidade, o único surfista suspenso por doping foi o brasileiro Neco Padaratz, em 2005, após uma etapa em Hossegor, na França, pelo uso de anabolizantes - o atleta alegou o uso de suplementos alimentares. Porém, o exame só foi solicitado porque o país europeu tem políticas muito rígidas sobre o controle de dopagem, aplicadas nesta etapa.

Apesar da nova determinação, a reportagem do The Guardian explica que a chamada "cultura da droga" - que se refere principalmente às drogas consideradas recreativas com larga popularidade entre os praticantes desse esporte, como a maconha e o LSD, por exemplo - ainda causa resistência de alguns praticantes do surfe aos exames antidoping. Contudo, Prodan explica que a regulamentação é importante no sentido de reforçar a profissionalização do surfe.

1 comentários:

Castro Pereira disse...

Meu bruxo, boa matéria, bem ilustrativa e de bom entendimento. La´no meu brog, tamos a disposição para a mesa redonda. Clika lá. Abçs